Onda de violência fez Temer e Pezão tomarem a decisão no fim da noite de quinta (15). As Forças Armadas e a cúpula de segurança do RJ se reúnem na manhã desta sexta-feira para traçar plano de ação.    O decreto já está valendo? Sim. O decreto foi assinado em cerimônia no Planalto na tarde desta sexta-feira (16) e passou a vigorar assim que foi publicado no Diário Oficial da União. Até quando vale? Até 31 de dezembro de 2018, último dia de Pezão no governo do Estado do Rio de Janeiro. Quem será o interventor? O general Walter Souza Braga Netto, do Comando Militar do Leste. Ele foi um dos responsáveis pela coordenação da segurança durante a Olimpíada do Rio, em 2016, e também ocupou o serviço de inteligência do Exército. Tem um perfil combatente e é considerado parceiro pelas forças auxiliares de segurança do Estado. O que fica sob o comando do interventor? O general Braga Netto passa a exercer todas as funções da área de segurança. Ele comanda agora as polícias Civil e Militar, o Corpo de Bombeiros e a secretaria que administra os presídios do RJ. Ele responde diretamente ao presidente da República. Como fica o secretário de segurança do RJ com a nomeação de um interventor? Roberto Sá será afastado das funções. A decisão foi tomada em reunião no Palácio das Laranjeiras na manhã desta sexta-feira (16). Como será a intervenção na segurança do Rio? O general Braga Netto disse, em entrevista após a assinatura do decreto, que vai discutir com a cúpula das Forças Armadas quais serão as ações. O Exército não terá poder de polícia, e poderá dar ordem de prisão apenas em situações de flagrante de crimes. Quais os próximos passos? A Câmara e o Senado vão decidir, separadamente, se aprovam ou rejeitam o decreto em votações por maioria simples. Na Câmara, a análise deve ser feita na segunda (19) ou terça-feira (20) da semana que vem, segundo o presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Na sequência, o Senado analisa o decreto, o que deve acontecer entre terça ou quarta (21). Essa é uma intervenção militar? Não. O procurador regional da República Wellington Cabral Saraiva explica que a intervenção federal no Rio está sendo autorizada pelo presidente da República, que é uma autoridade civil, e não decretada por militares – o que não é previsto na Constituição e seria golpe. "Não há subversão da ordem constitucional, tanto que precisa ser aprovada pelo Congresso", afirma. O professor da USP especialista em Constituição Daniel Falcão explica que o termo "intervenção militar" parece que são os militares assumindo o poder, o que não vai acontecer no Rio. É a 1ª vez que ocorre uma intervenção como essa? É a primeira desde a promulgação da Constituição de 1988. Até então, a GLO (Garantia da Lei e Ordem) tinha sido o dispositivo usado em crises de segurança de estados como Espírito Santo e Rio Grande do Norte. A GLO configura mais como uma "parceria" e é menos invasiva na autonomia política e administrativa local. Como é decidida a intervenção? Segundo a Constituição, a União é quem pode decretar e executar a intervenção federal. Esse papel cabe ao presidente da República. Ele deve publicar um decreto que especificará a amplitude, o prazo e as condições para executar a intervenção. Depois, o Congresso analisa e vota se aprova ou não o decreto. A Constituição prevê também, sem especificar em qual momento, que os conselhos da República e de Defesa Nacional devem se pronunciar sobre a intervenção. Quais as consequências da intervenção federal? Enquanto um estado estiver sob intervenção federal, o Congresso não pode aprovar mudanças na Constituição. O professor da Universidade de São Paulo (USP) e especialista em Direito Constitucional Daniel Falcão explica que, em épocas autoritárias, como a ditadura militar e o Estado Novo, alterava-se a Constituição "ao sabor do presidente". "Então, para evitar que o presidente faça alterações de viés autoritário e para resguardar o texto constitucional, o artigo 60 diz que não pode haver emenda se for decretado estado de sítio, estado de defesa ou intervenção federal." Com a intervenção no Rio, a votação da PEC da Previdência, por exemplo, não poderá acontecer. A votação na Câmara estava prevista para a semana que vem. O governo estuda suspender a intervenção para votar a PEC, caso obtenha os votos necessários. "Não vejo nenhum sentido jurídico nisso: seria deturpar o que está dizendo a Constituição", afirma Falcão. A intervenção afeta as eleições no RJ? Não. "O decreto determina o objeto da interferência. Neste caso, está claro que é segurança pública", afirma o constitucionalista Eduardo Mendonça. Wellington Saraiva afirma que, teoricamente, vai haver uma situação de segurança maior nas eleições com a intervenção. "Juridicamente, não há nenhum comprometimento. As eleições vão acontecer normalmente", diz. Quando a União pode intervir nos estados e no DF? A Constituição prevê uma série de situações que permitem a intervenção. São elas: Quando for necessário manter a "integridade" do Brasil Quando outro país tentar invadir alguma unidade da Federação, ou quando uma unidade tentar invadir outra Quando houver "grave comprometimento da ordem pública" Quando for necessário garantir o livre exercício dos poderes Legislativo, Executivo ou Judiciário no estado Quando for solicitada intervenção pelos poderes Legislativo, Executivo ou pelo Supremo Tribunal Federal Quando for necessário reorganizar as finanças da unidade da Federação que deixar de pagar dívidas contraídas com autorização legislativa para solucionar desequilíbrios orçamentários ou de financiamento de obras e seviços Quando o estado deixar de fazer repasses aos municípios de receitas tributárias determinadas pela Constituição Quando for necessário que uma lei federal, ordem ou decisão judicial seja executada Quando for necessário que algum dos princípios constitucionais seja cumprido. Entre eles estão os direitos humanos; a forma republicana, o sistema representativo e o regime democrático; a aplicação do mínimo exigido da receita que vem de impostos estaduais na educação e na saúde, e a prestação de contas da administração pública direta e indireta. Initial plugin text


Presidente da Câmara participou de um café da manhã com jornalistas. Governo federal vai assinar o decreto de intervenção da segurança pública no Rio nesta sexta-feira (16).  Rodrigo Maia deu entrevista coletiva na residência oficial da Câmara Bernardo Caram/G1 O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou nesta sexta-feira (16) que a intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro é “contundente” e “dura” para um “momento extremo”. “Eu disse ao presidente [Temer] que é decisão muito contundente, muito dura, para momento extremo”, afirmou o deputado em entrevista a jornalistas durante café da manhã na residêncial oficial. O presidente Michel Temer decidiu na noite desta quinta-feira (15) que iria decretar a intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro. A decisão foi tomada numa reunião de emergência e teve a concordância do governador do estado, Luiz Fernando Pezão (PMDB). Maia também estava na reunião. O decreto deve ser assinado no início da tarde desta sexta-feira (16) e ainda tem que ser aprovado pelo Congresso Nacional. Com essa medida, as Forças Armadas assumem a responsabilidade do comando das polícias Civil e Militar no Rio de Janeiro. Temer definiu que o General Walter Souza Braga Neto, do Comando Militar do Leste, será o interventor. Ele foi um dos responsáveis pela segurança durante a Olimpíada do Rio, em 2016. Maia ponderou que se trata de uma "ação excepcional" e que há uma "clareza da falência do sistema de segurança". "Se espera que ela [intervenção] possa, num breve espaço curto de tempo, gerar resultados, porque sabemos que ela é a ultima opção", afirmou. “Como é tudo uma novidade, agora a gente vai ter que dar um passo atrás do outro", completou Maia. O presidente da Câmara citou ainda que no Rio de Janeiro há um "descontrole nos presídios, nas comunidades, nos bairros, crime organizado, tráfico de droga". Na opinião de Maia, se o decreto for publicado ainda nesta sexta-feira (16), será votado na Câmara entre segunda-feira (19) e terça (20) e no Senado entre terça e quarta-feira (21). Tramitação Sobre a tramitação da votação do decreto, Maia explicou que será primeiro votado na Câmara e depois no Senado. No caso da Câmara, ele prevê que a sessão de votação seja convocada para segunda-feira à noite. Para ser aprovada a intervenção, basta maioria simples no plenário, que precisará ter quórum de pelo menos 257 deputados presentes. Depois, vai para o Senado. Modernização de leis para a segurança pública Maia observou que o problema de segurança pública não se restringe ao Rio. "O Rio é o estado com o maior número de problemas, mas não pode esquecer que esse é um problema nacional", disse. Ele acrescentou que a questão da segurança será prioridade e que se deve aproveitar a oportunidade para modernizar as leis. "Há necessidade de se modernizar as leis, com leis mais duras, para que o estado tenha condições de combater o criem organizado", afirmou.


Bandidos armados levam objetos dos frequentadores em menos de um minuto e meio. Caso foi registrado na 9ªDP (Catete). Imagens de câmeras de segurança mostram assalto em bar no Flamengo, no Rio Imagens de uma câmera de segurança flagraram um assalto aos frequentadores de um bar na Rua Senador Vergueiro, no Flamengo, na Zona Sul do Rio de Janeiro. O crime aconteceu na sexta-feira (9) de carnaval e foi registrado na 9ªDP (Catete). Vários homens armados se aproximam dos clientes e vão passando de mesa em mesa, roubando os objetos de cada um. O crime durou menos de um minuto e meio. Questionada pelo G1, a Polícia Civil informou que está investigando o caso e já teve acesso às imagens do vídeo. O caso engrossa uma série de assaltos e crimes cometidos pela cidade durante a folia. Frequentadores de bar foram surpreendidos por criminosos na sexta-feira de carnaval em um bar no Flamengo Reprodução/ Whatsapp Criminosos assaltaram não apenas as pessoas que estavam n calçada, mas também as que estavam dentro do bar Reprodução/ Whatsapp


São esperadas 657 mil pessoas nas ruas. Quatro blocos desfilam nesta sexta. No fim de semana, maior expectativa é o Bloco das Poderosas, de Anitta, no sábado; e o Monobloco, no domingo. Multidão no bloco das Poderosas Fernando Maia/ Riotur Nada de Quarta-feira de Cinzas. Para muito folião, o carnaval ainda continua e só deu um tempo para respirar. Na verdade, a folia acaba no próximo domingo (18). Antes do fim da festa, 52 blocos estarão nas ruas em diferentes bairros da cidade. Já nesta sexta-feira (16), quatro blocos estarão nas ruas. No sábado (17), tem bloco nas zonas Sul, Norte e Oeste e na região central do Rio. Serão 29 blocos para a alegria do folião. Destaque para o bloco das Poderosas da cantora Anitta a partir das 7h, no Centro. No Leme, às 15h, o Mulheres de Chico serão a atração no bairro. No domingo (18), a partir das 6h, começa o aquecimento para o Monobloco, no Aterro do Flamengo. Será o início do último dia de folia em 2018. Ao todo estão previstos 19 blocos para que ninguém tenha do que reclamar com a chegada da segunda-feira. A seguir, a programação dos blocos autorizados pela Prefeitura do Rio: Sexta-feira (16) 16h - Bangay Folia - Padre Miguel 18h - Bloco do Brow - Ilha do Governador 18h - Só Tamborins - Lapa 19h - Bloco Confetes e Serpentinas - Pedra de Guaratiba Sábado (17) 7h - Bloco das Poderosas - Centro 9h - Bafafá - Ipanema 9h - Quizomba - Lapa 10h - Se Essa Rua Fosse Minha - Flamengo 10h - Bloco EVA - Barra da Tijuca 10h - Chulé de Santa - Santa Teresa 13h - Bater Funk - Recreio dos Bandeirantes 13h - Eu Amo Cerveja - Lapa 13h - Vem Comigo Cachaçada - Ilha do Governador 14h - GRBC Deixa Que Eu Te Atravesso - Brás de Pina 14h - Sem Saída - Botafogo 14h - Sepulta Carnaval - Engenho de Dentro 14h - Superbacana - Tijuca 14h - Vaca Atolada dos Embaixadores da Folia - Lapa 14h - É Pequeno mas não amolece - Recreio dos Bandeirantes 14h - O Fervo - Estácio 15h - Banda de Ipanema - HOMENAGEM - Ipanema 15h - Mulheres de Chico - Leme 15h - Unidos do Caraxué - Ilha de Paquetá 16h - Banda da Penha - Penha 16h - Banda Devassa - Penha 16h - Berço do Samba - Lapa 16h - Fuzuê... Só Alegria Pra Você! - Del Castilho 16h - Sufridos de Copacabana - Copacabana 16:30:00 - Os 300 - Padre Miguel 17h - Bloco da Ressaca - Pedra de Guaratiba 17h - Ciganas Feiticeiras de Olaria - Olaria 17h - Mistura de Santa - Santa Teresa 17h - Pela Saco – Botafogo Bloco Mulheres de Chico atrai multidão à Praia do Leme na tarde deste sábado (16)' Marcelo Elizardo/G1 Domingo (18) 6h - Monobloco - Aterro do Flamengo 9h - Conjunto Habitacional Barangal - Ipanema 9h - Giro do Arar - Madureira 10h - Fofoqueiros de Plantão - Jardim Botânico 10h - União dos Blocos da Ilha do Governador - Ilha do Governador 12h - Bonde da Folia - Santa Teresa 12h - Papudinho do Rio Comprido - Rio Comprido 13h - Seu Veneno Me Alimenta - Recreio dos Bandeirantes 14h - Aí Sim - Tijuca 14h - Boêmios da Lapa - Lapa 14h - Broxadão - Copacabana 16h - 7 de Paus - Vila isabel 16h - Bangay Folia - Bangu 16h - Bloco Galasextou - São Cristóvão 16h - Boka de Espuma - Botafogo 16h - Tamo Junto in Folia - Padre Miguel 16h - Tô no Recreio - Recreio dos Bandeirantes 18h - Quem Vai Vai, Quem Não Vai Não Cagueta! - Ilha do Governador 18h - Virilha de Minhoca - Bangu Monobloco reúne multidão no Centro do Rio Alexandre Durão/ G1


Decreto será publicado nesta sexta-feira (16), segundo o presidente do Senado, Eunício Oliveira. Decisão foi tomada em meio à escalada de violência na capital carioca.  Michel Temer decreta intervenção federal na Segurança Pública do Rio O presidente Michel Temer decidiu decretar intervenção na segurança pública no Estado do Rio de Janeiro. O decreto deve ser assinado no início da tarde desta sexta-feira (16). Com essa medida, as Forças Armadas assumem a responsabilidade do comando das Polícias Civil e Militar no estado do Rio. A decisão ainda terá que passar pelo Congresso Nacional. Durante a intervenção, a Constituição Federal não pode ser alterada, o que pode afetar o andamento a reforma da Previdência, que é uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) e tem votação marcada para a semana que vem. Dentro do governo, foi discutida a hipótese de suspender a intervenção durante a votação da Previdência, e depois retomá-la. Mas ainda não há definição sobre essa estratégia. Segundo ministros do governo, o período da intervenção vai até o dia 31 de dezembro de 2018. Exército vai assumir controle total da segurança pública do Rio pela primeira vez A decisão foi tomada após reunião de emergência no Palácio da Alvorada, na noite de quinta-feira (15). A intervenção na segurança teve a anuência do governador Luiz Fernando Pezão. Temer designou também que o General Walter Souza Braga Neto, do Comando Militar do Leste, será o interventor. Ele foi um dos responsáveis pela segurança durante a Olimpíada do Rio, em 2016. O Congresso Nacional será convocado para apreciar o decreto, como prevê a Constituição. Cabe agora ao presidente do Congresso, Eunício Oliveira, convocar em até 10 dias a sessão para que Câmara e Senado aprovem ou rejeitem a intervenção. Temer deverá decretar intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro A reunião foi longa. Estavam no Palácio da Alvorada o governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, os ministros Raul Jungmann, da Defesa, Torquato Jardim, da Justiça, Sérgio Etchegoyen, do Gabinete de Segurança Institucional, Henrique Meirelles, da Fazenda, Dyogo Oliveira do Planejamento e Moreira Franco, da secretaria geral da presidência. Além dos presidentes da Câmara, Rodrigo Maia e do senado, Eunício Oliveira. Participantes do encontro relataram que o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, foi, inicialmente, contrário a essa solução para a escalada da violência no Rio. Mas depois foi convencido a aceitar a decisão já que o próprio governador estava de acordo. O texto do decreto foi escrito durante o encontro. Eunício Oliveira disse que, até o fim da reunião, não ficou estabelecido o período que a intervenção vai durar. Mulher é rendida por três assaltantes na porta de casa em Ipanema Reprodução Violência no RJ A reunião, logo após o carnaval, ocorreu em meio à escalada de violência registrada no Rio de Janeiro. Houve arrastões, assaltos nos blocos, pessoas foram roubadas a caminho da Sapucaí, saque a supermercado, entre outros crimes, da Zona Sul até a Zona Norte da capital. Além disso, três PMs foram mortos durante o carnaval. O governador Luiz Fernando Pezão admitiu que houve falha no planejamento de segurança. "Não estávamos preparados. Houve uma falha nos dois primeiros dias, e depois a gente reforçou aquele policiamento. Mas eu acho que houve um erro nosso", disse na quarta-feira (14).


Em audiência nesta quinta-feira (15), Alexandre Abrahão decidiu manter na prisão rapaz apontado como responsável por atirar em policiais no Leblon. Segundo ele, decisão mantém a ordem pública. PMs foram feridos por bandidos durante tentativa de assalto Reprodução TV Globo O juiz Alexandre Abrahão, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, decidiu em uma audiência de custódia, nesta quinta-feira (15), manter preso Jeovane Lima Santos. O rapaz é apontado como responsável por atirar contra dois policiais militares no domingo (11). Na ocasião, dois PMs foram feridos pelos assaltantes. Um deles levou um tiro de raspão no rosto, foi atendido no Hospital Miguel Couto e liberado. O outro, atingido na perna, foi internado. Segundo o comando do 23º Batalhão da PM (Leblon), o quadro de saúde é estável ele está fora de perigo. Para manter a prisão de Jeovane, o magistrado entende que fatos como este foram motivos de abalos à sociedade durante a folia. "Há de se entender que ações como estas causaram, no último carnaval, sensível abalo emocional na sociedade de bem, tal como evidenciado pelas inúmeras reportagens na imprensa nacional e estrangeira. Eis as razões pelas quais, em meu sentir, caracterizada está a lesão à garantia da ordem pública", explicou o magistrado em sua decisão. O Ministério Público defendeu a manutenção da prisão enquanto a Defensoria Pública pediu a liberdade do rapaz e a aplicação de medidas cautelares. "Verifiquei que a conduta imputada ao custodiado (Jeovane) foi praticada com o emprego de arma de fogo, concurso de agentes e grave ameaça e elevada quantidade de disparos em via pública movimentada", informou o magistrado em sua decisão lembrando que para fugir do cerco policial, Jeovane realizou disparos em rajadas. "O custodiado, objetivando manter-se impune efetuou, em forma de rajada, diversos disparos de arma de fogo contra policiais militares e transeuntes durante sua fuga. Tal se deu após reconhecimento efetivo por parte das vítimas e início de uma abordagem, destacando-se que o atuar feriu os dois agentes da lei, um na perna e o outro no rosto".

Desse total, R$ 118,9 milhões foram gastos para cobrir dívidas não pagas pelo governo do Rio de Janeiro, e que tinham garantia dada pelo governo federal. A União desembolsou em janeiro R$ 129,55 milhões para cobrir atrasos em empréstimos tomados por governos estaduais e municipais. A maior parte desse montante, R$ 118,95 milhões, foi destinado a regularizar dívidas do estado do Rio de Janeiro. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (15) pelo Tesouro Nacional, por meio do "Relatório de Garantias Honradas pela União em Operações de Crédito". Outros R$ 8,42 milhões são referentes a empréstimos tomados e não pagos pelo governo de Roraima e, R$ 2,18 milhões, pela cidade de Natal (RN). Nos casos em que as operações de crédito de estados e municípios têm aval da União, o Tesouro é obrigado a cobrir calotes. Nesses casos, o Tesouro obtém de volta o dinheiro por meio da retenção de repasses de recursos como, por exemplo, dos fundos de Participação dos Estados (FPE) e dos Municípios (FPM) – que são as chamadas “contragarantias”, previstas em cada contrato. Em 2017, o Tesouro Nacional gastou R$ 4,059 bilhões para cobrir calotes dos governos locais. Penalidade pelo atraso Uma portaria do Ministério da Fazenda proíbe o Tesouro de dar garantia a novos empréstimos para estados e municípios que recorrem à União para cobrir suas dívidas. A proibição varia de um a dois anos, a depender da gravidade do caso. Por isso, Roraima e Natal não podem obter aval da União até janeiro de 2019. Como os dois governos já tinham atrasado dívidas anteriormente, já não poderiam contar com esse recurso até junho deste ano. Agora, a penalidade foi ampliada. O Rio de Janeiro ainda poderá contratar novas operações de crédito com garantia da União porque aderiu ao Regime de Recuperação Fiscal, que prevê condições especiais para que o estado supere a grave crise financeira.


Nas redes sociais, Polícia Militar do Rio de Janeiro parabenizou a escola e compartilhou fotos do carro alegórico que mostrava a violência contra policiais no desfile campeão de terça-feira (13).  A PM do RJ publicou mensagens nas redes sociais parabenizando a Beija-Flor pela homenagem feita durante o desfile campeão de terça-feira (13) aos policiais mortos e feridos no Rio. Somente neste carnaval, três PMs foram mortos no estado. Em sua conta no Facebook, a PM compartilhou uma foto de integrantes da escola que simulavam um policial sendo ferido e a seguinte mensagem: "Parabéns G.R.E.S Beija-Flor de Nilópolis ! A Polícia Militar fica feliz pelo reconhecimento ao nosso sacrifício ao lutar por esta população. #ValorizeQuemTeProtege" PM do RJ parabeniza Beija-Flor por homenagem feita durante desfile aos policiais mortos e feridos no Rio Reprodução No Twitter da corporação outra foto de um carro alegórico que mostrava uma estátua de um PM morto no colo de uma mulher. Initial plugin text Três PMs mortos no carnaval Nste carnaval, três PMs foram mortos e dois baleados no estado do RJ. No sábado (10), o soldado Dejair Jardim do Nascimento, de 29 anos, foi morto, quando chegava a um mercado em São Gonçalo. Ele era lotado na UPP da Rocinha e foi enterrado na segunda-feira (12). No dia seguinte, dois policiais foram baleados ao tentar impedir um assalto no Leblon. Um deles levou um tiro de raspão no rosto e o outro, na perna. O autor dos disparos foi identificado pela polícia e preso. Já na manhã de terça-feira (13), o sargento Fábio Miranda da Silva foi baleado em uma suposta tentativa de assalto no Méier, na Zona Norte. Levou tiros no queixo, no tórax e na nuca e chegou a ser atendido no Hospital Municipal Salgado Filho, mas não resistiu. Sargento da PM Fábio Miranda Silva, morto por bandidos no Méier, Zona Norte do Rio Reprodução/Redes sociais A mulher de Fábio fez um desabafo emocionado em uma rede social. "Tá sendo muito ruim a dor da perda e de suportar a sua ausência, muita dor, sem chão", postou a mulher do policial, que morava no Rio há pouco tempo. Ele era lotado no Batalhão de Polícia Rodoviária em Araruama, na Região dos Lagos, tinha 41 anos e deixou dois filhos. À noite, no mesmo dia, o soldado André Luiz Xavier Barbosa, de 33 anos, estava em patrulhamento na Rua Pacheco Leão quando foi atropelado por uma moto e morreu. Ele chegou a ser socorrido, mas não resistiu. O condutor da moto, Ricardo Matos, de 23 anos, também morreu. Luiz Xavier era lotado na UPP Pavão-Pavãozinho/Cantagalo. O soldado deixou mulher e uma filha. Initial plugin text


Entre as funções do coronel Antonio Goulart está a de orientar a corporação no planejamento do patrulhamento. Os 17.110 policiais prometidos para a folia foram fracionados ao longo dos dias.   Crivella viaja para a Europa ao lado do coronel da PM, Antonio Goulart, chefe da Inteligência da corporação Reprodução Facebook Prefeito do Rio, Marcelo Crivella iria retornar à cidade nesta quinta-feira (15) da viagem que fez à Europa, durante o carnaval. Segundo justificou, a visita àquele continente era para buscar soluções de Inteligência e Tecnologia para a Segurança Pública. Na delegação do prefeito, um nome chamou atenção em meio à onda de violência que tomou as ruas do RJ durante a folia: o coronel da Polícia Militar, Antônio Jorge Goulart, chefe do setor de Inteligência da corporação. A Inteligência da PM deve, entre as suas funções, auxiliar o comandante-geral da corporação, o coronel Wolney Dias na tomada de decisões como, por exemplo, o planejamento dos policiais em determinado lugar e se deve ou não deslocá-los. O governador Luiz Fernando Pezão admitiu que houve falhas no planejamento de segurança. Após dois dias (sábado e domingo de carnaval), o policiamento da Zona Sul do Rio foi reforçado com PMs, a partir de segunda (12). Um grupo foi deslocado da Rocinha para a orla do Rio, entre Copacabana e Leblon. O coronel Goulart aparece junto a Crivella em dois vídeos postados pelo prefeito em sua rede social. O primeiro no domingo (11) quando embarcou para a Alemanha. Já em Frankfurt, o coronel aparece junto ao prefeito diante da sede da agência espacial europeia. O vídeo foi apagado nesta quarta-feira (14) da rede social do prefeito. A assessoria de imprensa da Polícia Militar do RJ não respondeu aos questionamentos sobre a viagem do coronel Goulart. O comandante da corporação, o coronel Wolney Dias também não retornou os contatos feitos pela reportagem. O G1 apurou com oficiais da corporação que a viagem do oficial foi para buscar soluções tecnológicas para a segurança pública. A PM também não respondeu por que a necessidade de viagem durante o carnaval. Também não se falou sobre a existência de algum programa voltado para a área de segurança entre a Prefeitura do Rio e a Polícia Militar ou ainda com a secretaria de Segurança Pública. "Estamos trabalhando muito, pegando muita informação para saber o que é mais moderno em termos de vigilância, em termos de VANT (veículo aéreo não tripulado), em termos de drone, em termos de informação via satélite, enfim, o que a gente puder para melhorar a questão da segurança no Rio de Janeiro. As pessoas dizem assim: segurança é uma questão do estado. É sim. mas olha, do jeito que o Rio está, precisa de ajuda de todo mundo: governo federal, governo municipal, governo estadual, Força Nacional de Segurança, Polícia Rodoviária Federal. Nós todos temos que estar unidos porque a violência é inaceitável", afirmou o prefeito Crivella no vídeo feito já na Alemanha. Mudança de estratégia Arrastões, assaltos, tiroteios. O grande número de casos em diferentes pontos da Zona Sul do Rio, principalmente, Ipanema e Leblon levou a Polícia Militar a modificar a distribuição do policiamento. Mesmo após o aumento do efetivo, os casos continuaram a acontecer: em Ipanema, uma idosa foi assaltada quando voltava para casa após comprar pão. Idosa de 80 anos é atacada por bandidos em Ipanema A saída, então, foi retirar do cerco à favela da Rocinha os policiais das unidades especiais, como os batalhões de Choque, Grandes Eventos e Regimento de Polícia Montada. O contingente saiu da comunidade e foi deslocado para as orlas de Copacabana, Ipanema e Leblon. A ideia foi uma tentativa de reduzir as ocorrências de roubos nos dois bairros. "Se o plano é apenas ostensivo, como parece que foi, o policiamento se dilui. Um plano completo deve reunir policiamento ostensivo, com investigação, inteligência e mais tecnologia. Se o plano só foi pensado em matéria de policiamento ostensivo (que é o último estágio), não vai ter efetivo que suporte. O policiamento ostensivo é, ou deveria ser, a parte visível do planejamento", afirmou o coronel Robson Rodrigues, ex-chefe do Estado Maior da PM do RJ. Em meio a tantos roubos e agressões a turistas e moradores, um vídeo divulgado pelo G1 mostra policiais do Batalhão de Vias Especiais (BPVE) com cervejas no interior do carro da corporação. O transporte de bebida alcoólica é proibido pelo código disciplinar da Polícia Militar do RJ. "O crescimento exponencial da criminalidade no RJ , não é obra do acaso. É um somatório de desatinos que conduziram a PM a esse estado de ineficiência. Instalou-se o caos. Esse é o cenário atual", avalia o coronel da reserva Paulo César Lopes. Em entrevista ao RJTV, o governador Luiz Fernando Pezão admitiu que ocorreu um erro no planejamento no policiamento "Não estávamos preparados. Acho que houve um erro nosso", admitiu o governador. Policiamento dividido em turnos Desde sexta-feira (9) até a Quarta-feira de Cinzas (14), a cada 12h, o Estado do Rio de Janeiro teve em média 4.200 policiais a mais nas ruas para garantir a segurança de foliões, turistas e moradores de todo o estado. De acordo com especialistas ouvidos pelo G1, a Polícia Militar não teria como destacar, ao mesmo tempo, os 17.110 PMs anunciados pelo governador Luiz Fernando Pezão. Esses cerca de 4.200 PMs se juntariam aos 8 mil PMs, que segundo o governador Luiz Fernando Pezão, há nas ruas de todo o RJ diariamente. No planejamento estabelecido pela corporação, a atenção especial ficou para a Cidade Nova, bairro da área central do município, onde fica a Marquês de Sapucaí e onde ocorreram os desfiles das escolas de samba dos da Série A (grupo de acesso) e Grupo Especial. Os 17.110 policiais destacados para o carnaval carioca, no chamado policiamento extraordinário, foram divididos em quatro alas ou grupos para plantões de 12h. As folgas foram definidas de acordo com a característica de cada patrulhamento. O policiamento a pé, por exemplo, só permite 12h de plantão, de acordo com PMs ouvidos pelo G1. PMs fazem segurança no entorno do sambódromo Divulgação PM Para a Sapucaí havia - a cada plantão de 12h - 221 policiais divididos em policiamento a pé, a cavalo e em 47 viaturas, localizadas em pontos estratégicos, segundo a PM. Desde sexta-feira, 794 PMs trabalharam na região. "Como aconteceu nos anos anteriores, a área da Cidade Nova, onde estão localizados o sambódromo e o Terreirão do Samba, receberam atenção especial, principalmente durante a noite e madrugada", informou a nota da Polícia Militar. A região da Sapucaí é distante, pelo menos, um quilômetro da passagem de grandes blocos como o Bola Preta, que esperava mais de 1,5 milhão de foliões. De acordo com a prefeitura, o Bola Preta reuniu 340 mil foliões. Nem assim, com um policiamento considerado "especial" no entorno da Sapucaí, se conseguiu evitar o assalto ao sambista Moacyr Luz e "arrastões", como o que passou uma van em que estava a atriz Juliana Paes. "Por todas essas falhas, parece que a opção vai ser tentar agora resolver o problema apenas com policiamento ostensivo. O risco é que esse efetivo seja ainda insuficiente, diante das condições. Torço para que a PM possa contornar essa emergência, nessas condições adversas", explica o coronel Robson Rodrigues. "Para contar com este contingente, foram mobilizados efetivos de todas as unidades convencionais e especiais, assim como a convocação de policiais lotados em funções administrativas e daqueles que encontravam-se de férias, sendo estas suspensas temporariamente", explicou a PM em nota. Durante alguns dias do carnaval, policiais de plantão próximo à Sapucaí contaram que os plantões ultrapassavam as 12h estabelecidas porque houve atrasos na chegada da rendição. Na região, foram disponibilizados grupos de até quatro policiais. PMs fazem segurança no entorno do sambódromo Divulgação PM

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